"Acreditamos que o Reino Unido está economicamente melhor dentro da UE", afirma o texto publicado no jornal britânico The Guardian pelos vencedores do Nobel entre o início dos anos 1970 e 2015.

"As empresas e os trabalhadores britânicos precisam de pleno acesso ao mercado único. Além disso, a saída criaria grande incerteza em torno dos futuros acordos comerciais alternativos do Reino Unido, tanto com a restante Europa como com os mercados importantes como os dos Estados Unidos, Canadá e China".

"E estes efeitos perdurariam por muitos anos", completa o texto. "Em consequência, o debate económico inclina-se claramente a favor de continuar na UE", concluem os economistas, a apenas três dias do referendo de 23 de junho.

Os signatários da carta são George Akerlof (Estados Unidos, Nobel em 2001), Kenneth Arrow (EUA, 1972), Angus Deaton (Reino Unido, 2015), Peter Diamond (EUA, 2010) James Heckman (EUA, 2000), Eric Maskin (EUA, 2007), James Mirrlees (britânico, 1996), Christopher Pissarides (britânico-cipriota, 2010), Robert Solow (EUA, 1987) e Jean Tirole (França, 2014).

O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, elogiou a carta. "Sem precedentes, 10 economistas prémios Nobel avisam sobre os danos a longo prazo da saída da UE. É hora de ouvir os especialistas", escreveu no Twitter.

O debate durante a campanha, dentro e fora do país, concentrou-se nas consequências económicas do Brexit. O FMI, a OCDE, o Banco de Inglaterra e a até o presidente americano Barack Obama desaconselharam a saída do bloco.

Todos os cenários para os dois anos seguintes contemplados pelas instituições económicas internacionais são sombrios. Um estudo elaborado pelo banco britânico HSBC prevê uma desvalorização da libra de 15% a 20%, uma inflação de 5% e uma perda de 1% a 1,5% do PIB.

O FMI calculou que o PIB nominal britânico seria entre 1,5% e 9,5% menor no caso de saída e destacou que Londres poderia perder o estatuto de centro financeiro mundial.

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