Segundo relatou a organização não-governamental (ONG) alemã Sea-Watch, uma das embarcações que chegou a Lampedusa foi uma barcaça de pesca que tinha a bordo 268 pessoas.

Esta embarcação tinha sido localizada na quinta-feira, ao largo da costa da Líbia, pelo avião humanitário de reconhecimento “Moonbird”, que está ligado à ONG alemã Sea-Watch, que emitiu um alerta de “risco extremo de naufrágio”.

Os migrantes a bordo da barcaça, quase todos oriundos do Bangladesh, conseguiram aproximar-se, entretanto, da costa da ilha de Lampedusa, onde acabaram por ser resgatados pela guarda costeira italiana e levados para o porto local, de acordo com os ‘media’ locais.

Localizada entre Malta e a Tunísia, a ilha italiana de Lampedusa está situada a cerca de 130 quilómetros das costas tunisinas e a cerca de 290 quilómetros das costas líbias.

A ilha está localizada na chamada rota migratória do Mediterrâneo Central, que sai da Argélia, Tunísia e Líbia em direção à Itália e a Malta.

Também chegou durante a madrugada a Lampedusa outro bote procedente da Líbia com 95 pessoas a bordo.

Esta embarcação seria igualmente intercetada pelas autoridades italianas à entrada do porto de Lampedusa, que transportaram posteriormente os migrantes para terra firme.

Ao mesmo tempo, uma outra embarcação insuflável chegava de forma autónoma a uma das praias de Lampedusa, com vários migrantes tunisinos a bordo.

Estes migrantes seriam posteriormente identificados e detidos pela polícia militar italiana (Carabinieri).

No total, 395 migrantes chegaram durante a noite passada a Lampedusa, um recorde de chegadas diárias em Itália desde o início do ano.

Desde o início deste ano, 8.087 migrantes já desembarcaram nas costas italianas.

Apesar da ameaça da pandemia da doença covid-19, o fluxo migratório nas várias rotas do Mediterrâneo acabou por nunca parar e com a chegada do verão, e consequentemente melhores condições de navegabilidade, é expectável que as tentativas de travessia para tentar alcançar a Europa continuem a aumentar nas próximas semanas.

Com estas novas chegadas, o centro de acolhimento da ilha italiana, que já abrigava 200 pessoas, encontra-se sobrelotado.

Algumas pessoas irão ser transferidas para outras instalações de acolhimento.

Durante esta madrugada, a Alarm Phone, organização que recebe as chamadas de emergência feitas por embarcações que se encontram em perigo em alto mar, alertou para a presença, ao largo de Malta, de um bote insuflável com 25 pessoas a bordo em risco de naufrágio.

Segundo a organização, o motor do bote estava avariado e a água já estava a entrar no interior da embarcação.

“As autoridades recusam-se a intervir. É necessário um resgate agora!”, referiu a Alarm Phone, denunciando que as guardas costeiras de Malta e de Itália não estavam a responder às suas chamadas.

SCA // EL

Lusa/Fim

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