A organização não-governamental (ONG) dos direitos humanos descreveu situações “terríveis” num novo relatório sobre o conflito no Iémen, citando o caso de quatro rapazes de uma mesma família, entre os 15 e os 17 anos, que foram recrutados pelos rebeldes e agora estão a lutar ao longo da fronteira entre o país e a Arábia Saudita.

Esta região é onde estão a ocorrer os combates mais duros nos últimos dois anos.

As organizações internacionais já condenaram o recrutamento de crianças-soldados no Iémen.

As agências da ONU documentaram quase 1.500 casos de crianças recrutadas desde o início do conflito, afirmou a Amnistia Internacional.

O conflito no Iémen opõe os rebeldes, que controlam a capital e uma grande parte do norte do país, contra uma coligação liderada pela Arábia Saudita, que luta para restaurar o anterior Governo e que é reconhecido pela comunidade internacional.

O relatório da Amnistia disse que os huthis têm aproveitado o crescente número de jovens e crianças em áreas pobres que estão fora da escola, por causa do conflito, para recrutar novos membros.

Quando as crianças-soldados são mortas em combate, os seus pais recebem até 120 dólares (113 euros) por mês, assim como armas, referiu a ONG.

Os membros da família e outras testemunhas entrevistadas pela Amnistia disseram que as crianças foram inicialmente levadas para uma escola corânica perto da capital, Sana, onde foram doutrinadas.

“Esta é uma violação vergonhosa e ultrajante da lei internacional", disse Samah Hadid, o vice-diretor do escritório da Amnistia em Beirute, no Líbano.

A guerra levou esta nação, que é a mais pobre do mundo árabe, à beira da fome.

Os bombardeios aéreos da coligação liderada pelos sauditas e apoiados pelos Estados Unidos, assim como os combates no solo, mataram cerca de dez mil civis e destruíram grande parte da já fraca infraestrutura.

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