“Este vírus não nos derrotará. Pelo contrário, vai-nos fazer mais fortes como sociedade”, disse Felipe VI, numa mensagem institucional transmitida em direto na televisão.

O soberano recordou os mais afetados pela pandemia e teve palavras de homenagem aos profissionais de saúde.

“Agora temos de pôr de lado as nossas diferenças. Devemo-nos unir à volta do mesmo objetivo: ultrapassar esta grave situação. E temos de fazê-lo juntos, entre todos nós, com serenidade e confiança, mas também com decisão e energia”, sublinhou o chefe de Estado.

Foi a segunda mensagem extraordinária feita durante o seu reinado, depois da que fez em 2017 sobre a situação criada pelos independentistas na Catalunha, e a sexta se incluirmos as feitas pelo seu pai, Juan Carlos.

A mensagem institucional foi feita quatro dias depois de, no sábado passado, o Governo espanhol ter declarado o estado de emergência e numa altura em que a Casa Real espanhola está a ser posta em causa.

Felipe VI anunciou no domingo passado que renunciava a qualquer futura herança a que tenha direito do seu pai, o rei emérito Juan Carlos, depois de serem reveladas supostas irregularidades financeiras envolvendo o ex-monarca.

Ao mesmo tempo que o rei se dirigia aos espanhóis, 21:00 (20:00 em Lisboa), milhares de pessoas manifestaram-se à janela em todo o país a bater com panelas e a pedir que o pai do soberano, Juan Carlos, doasse ao Serviço Nacional de Saúde o dinheiro que teria recebido de forma ilegal.

A Espanha é um dos países mais atingidos com a pandemia da Covid-19, que já infetou em todo o mundo mais de 210 mil pessoas, das quais mais de 8.750 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.

O coronavírus já causou a morte de 558 pessoas em Espanha (67 nas últimas 24 horas) e infetou 13.716 (mais 2.538), segundo os últimos dados fornecidos hoje pelo Ministério da Saúde espanhol.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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