O aumento da adesão ao chamado "Brexit" aconteceu depois de David Cameron divulgar as concessões que Bruxelas está disposta a fazer para convencer o Reino Unido a permanecer na UE.

Para a população britânica, as medidas anunciadas pelas autoridades europeias são insuficientes. Segundo a sondagem publicada no The Times, realizada pela empresa YouGov, com 1 675 entrevistados, entre quarta e quinta-feira desta semana, 45% são a favor de deixar a UE, enquanto 36% tendem a seguir em frente no processo de integração. Os restantes 19% não sabem, ou não votariam no referendo.

Entre outros pontos, a UE propôs a Londres mais poder para reduzir os benefícios sociais aos imigrantes europeus nos primeiros quatro anos após a chegada ao país, o que é conhecido nas negociações como "travão de emergência".

O Governo britânico acredita que esta medida pode dissuadir a chegada de europeus que pretendam ir para o país trabalhar. Bruxelas também prometeu a Londres que não será afetada por um crescimento da zona euro, à qual não pertence.

Embora "todas as mudanças propostas sejam populares, apenas 22% dos entrevistados acreditam que seja um bom acordo, enquanto 56% consideram que são insuficientes", escreveu Will Dahlgree, da YouGov UK.

A maioria dos parlamentares britânicos eurocéticos também acredita que as últimas ofertas de Bruxelas não avançam muito, já que não permitem acabar com a imigração europeia para a Grã-Bretanha, nem contribuem para fortalecer o parlamento britânico face ao legislativo europeu, uma das suas principais reivindicações.

Cameron prometeu negociar o melhor acordo possível com a UE, antes de submeter o tema a um referendo em 2017.

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