"A decisão de abrir, ou não, dos acordos cabe às FARC", disse María Ángela Holguín, membro da delegação que negociou em Cuba com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a principal e mais antiga guerrilha do país, informa a AFP.

A ministra acrescentou que Humberto de la Calle, chefe negociador do governo, e o alto comissário da Paz, Sergio Jaramillo, estão em Havana reunidos com os delegados das FARC para avaliar a disposição em elaborar uma revisão do que fora acordado.

"O acordo foi encerrado e assinado em 26 de setembro. Assim, a decisão não é do governo", enfatizou em conferência de imprensa, assinalando que existe "toda a disposição" para ouvir as razões dos que votaram pelo "Não".

Designada na segunda-feira pelo presidente Juan Manuel Santos para dialogar com os opositores do pacto, Holguín disse que "não deve passar muito tempo" para os que rejeitaram o acordo, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe, "enumerem os pontos que querem analisar".

"Está em jogo a paz e o término de um conflito de 52 anos", frisou.

A ministra espera que a reunião com os representantes do Centro Democrático, partido de direita liderado por Uribe, aconteça o mais rapidamente possível.

Sobre a forma como a comunidade internacional recebeu a rejeição ao acordo, Holguín referiu estar "bastante aterrorizada".

"Todas as chamadas que recebi revelaram desapontamento. Não percebem como é que um país não opta pela paz. Mas, ao mesmo tempo, ouvi muitos apoiantes que esperam que as forças políticas tenham a maturidade para que rapidamente se retome um caminho para chegar ao fim do conflito", assinalou.

A respeito dos recursos que muitos países tinham prometido à Colômbia para implementar o acordo, a ministra esclareceu: "Fica tudo congelado. Os países vão esperar pelo desenrolar dos acontecimentos para então, depois, contribuir."

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