“A EMEL informa que a falha no sistema informático que serve de suporte à aplicação ePark, e que ontem [terça-feira] levou a que fossem creditados, indevidamente, diversos valores nas contas de aproximadamente 14 mil utilizadores, se encontra resolvido, e congratula-se pelo facto de nenhum utilizador ter sido prejudicado”, refere a nota enviada aos jornalistas.

A empresa salienta que foi “alheia a esta situação”, mas mesmo assim “lamenta o sucedido e compromete-se a tudo fazer para que tal não volte a acontecer”.

Contactada pela agência Lusa na terça-feira, fonte oficial da EMEL explicou que a situação se deveu a uma “falha no ‘software’ da empresa que gere a aplicação” ePark — ferramenta que permite o pagamento dos parquímetros através do telemóvel.

A fonte explicou que o erro aconteceu durante o processo de “conciliação de todos os pagamentos de todos os créditos”, algo que é “feito com regularidade”.

“Há um processo informático que faz essa reconciliação toda. Nesse processo, houve um ‘bug’, que a empresa aliás está a estudar”, sustentou.

De acordo com a EMEL, a “empresa de ‘software’ está a ver se percebe o que é que aconteceu” para que “fosse depositado dinheiro indevidamente em 14 mil contas”.

Segundo a mesma fonte, cerca das 19:30 de terça-feira, apenas “111 casos estão por resolver”, mas a empresa estimava que ficaria “tudo resolvido, garantidamente”, ainda naquele dia.

A empresa de estacionamento de Lisboa referiu também que, para quem tiver usado este crédito, o dinheiro será debitado “quando fizer o próximo carregamento”, e que “ninguém” ficaria “sem poder utilizar o ePark”.

“Desenvolvida para facilitar o dia-a-dia de quem vive e circula nas ruas de Lisboa, a aplicação ePark da EMEL tem já cerca de 370 mil utilizadores, sendo uma ferramenta essencial para a gestão da mobilidade e do estacionamento na cidade”, é apontado na nota.

[Notícia atualizada às 16:59]

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