"Entrada de água do mar pelo sistema de ventilação no tanque de baterias n.º3 provocou um curto-circuito e princípio de incêndio no balcão de barras de baterias. Baterias de proa fora de serviço. No momento em imersão com propulsão em circuito dividido. Sem novidades do pessoal manterei os contactos".

Foi esta, de acordo com a emissora argentina A24, a última mensagem enviada pelo submarino San Juan às 07h30 (locais) de 15 de novembro, dia em que deixou por completo de contactar com as bases da Armada da Argentina.

A veracidade da última mensagem por radiofrequência foi confirmada pelo porta-voz da Armada da Argentina, Enrique Balbi, que também explicou o seu significado. Citado pelo Clarin, um dos jornais com maior circulação na Argentina, Balbi, conta que "princípio de incêndio" quer dizer  incidente "sem chamas", ressalvando que esse foi resolvido, "desligada a bateria e o submarino continuou a navegar com outro circuito e propulsão de popa". O submarino "não tinha torpedos de combate", disse ainda.

Uma "explosão" foi registada no mar no dia em que desapareceu o submarino argentino informou na passada quinta-feira o porta-voz da Armada.

Tratou-se de "um evento anómalo, singular, curto, violento e não nuclear consistente com uma explosão", afirmou o porta-voz, que admitiu que houve "uma explosão" nessa zona do Atlântico.

O porta-voz explicou que estes novos dados coincidem com aqueles já fornecidos pelos Estados Unidos que, no dia 15, haviam captado “uma anomalia hidro-acústica”, um “ruído”, cerca de três horas depois da última comunicação, agora divulgada, numa área perto da sua última posição conhecida. Desde então não se sabe o que aconteceu.

O governo argentino abriu um inquérito para determinar o grau de incumprimento do comando da Marinha no desaparecimento do submarino San Juan. “O que se vai determinar são os graus de responsabilidade e incumprimentos da cadeia de comando”, assinalaram fontes do executivo de Mauricio Macri à agência noticiosa espanhola EFE.

ARA San Juan está desaparecido há treze dias no oceano Atlântico com 44 tripulantes a bordo.

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As operações de busca começaram na quinta-feira seguinte, dia 16, primeiro com meios próprios das forças armadas argentinas e depois com a colaboração de outros países, num efetivo com cerca de 4.000 pessoas envolvidas.

O submarino  continua a ser procurado sem êxito no Mar da Prata, numa área com um diâmetro de 300 quilómetros da linha da costa. As buscas ainda não deram qualquer resultado, apesar de estarem a mobilizar meios aéreos, navais e logísticos de 13 países.

 [Notícia atualizada às 12h40]

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