Segundo o Ministério da Defesa britânico, no sábado 607 pessoas fizeram a perigosa travessia em pequenas embarcações desta passagem com tráfego marítimo muito intenso, um dos valores mais elevados deste ano.

Segundo uma contagem da agência britânica Press Association (PA), o total desde o início do ano é já de 20.017 pessoas contra apenas 11.300 no mesmo período do ano passado

Em 2021, 28.500 pessoas chegaram desta forma ao Reino Unido, marcando um novo recorde desde o aumento dessas travessias em 2018 face ao crescente bloqueio do porto francês de Calais e do Túnel da Mancha.

Um recente relatório parlamentar britânico estimou que o total pode chegar a 60.000 este ano, apesar das repetidas promessas do governo conservador britânico, que tornou o assunto uma prioridade desde o Brexit, pagar milhões à França e depois ajudá-la a fortalecer a vigilância das costas e multiplicar as medidas para endurecer o acolhimento de migrantes.

Londres concluiu um acordo muito controverso com o Ruanda para enviar para o país da África Oriental requerentes de asilo que chegaram ilegalmente a solo britânico.

Embora nenhuma dessas expulsões tenha ainda ocorrido – um primeiro voo programado para junho foi cancelado após uma decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (CEDH) – os candidatos à sucessão de Boris Johnson, Rishi Sunak e Liz Truss prometeram continuar esta política.

Outro revés na política de migração britânica tem a ver com o facto de o governo acabar de abandonar o seu plano de converter uma antiga base da força aérea no norte da Inglaterra num centro para requerentes de asilo, como é feito na Grécia.

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