Em situação pandémica, os cibercrimes e a exploração do comércio ‘online’ têm vindo a aumentar. Esta é uma das conclusões do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2020. Mas no mesmo documento, entregue no final de março na Assembleia da República, estava reconhecido também um aumento de ciberespionagem "de origem estatal".

No relatório em questão não constam que países ou estados estavam por detrás dessas práticas, embora a edição de hoje do Público avance que a China e Rússia serão os autores dos ataques informáticos, citando fontes que investigam e analisam este género de criminalidade em específico.

O jornal entrou em contacto com o gabinete do primeiro-ministro e com o Centro Nacional de Cibersegurança para os confrontar com a informação, mas ambos terão recusado comentar o assunto — embora sem negar o que era avançado, segundo o diário.

Já as embaixadas da China e da Rússia, frisa o Público, também não negam de "forma expressa" ter estado por trás de ataques de ciberespionagem contra instituições portuguesas. Porém, a primeira diz que age sempre conforme as leis e a segunda pede "algumas provas" da acusação.

No relatório é ainda evidenciado que as estruturas criminosas que operam em Portugal acompanharam a evolução das suas congéneres, fazendo valer a vasta experiência e a rede de contactos que mantêm com as estruturas criminosas transnacionais.

A tendência de agravamento e de multiplicação de novos universos de cibercrime marcou 2020, perspetivando-se "num futuro imediato, a possibilidade de multiplicação de eventos disruptivos, à escala global, em particular, ataques de ‘ransomware’ contra alvos dos setores da saúde, financeiro e infraestruturas críticas”.

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