"Não concordamos" com a proposta que está no parlamento, afirmou António Vieira Monteiro, quando questionado pelos jornalistas na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do Santander Totta relativos ao primeiro trimestre do ano.

"Se chegarmos a uma situação em que somos nós a ter que pagar o crédito quando do ponto de vista dos depósitos estamos proibidos de cobrar juros aos clientes, não percebo como é que podemos funcionar. Então, fechem os bancos", disse o presidente do Santander.

Vieira Monteiro defendeu que refletir os juros negativos nos empréstimos seria o mesmo que "vender o pão pagando mais caro pela farinha".

O PS anunciou em 22 de março ter chegado a acordo com o Bloco de Esquerda para que os clientes de bancos sejam beneficiados com um crédito de juros relativo à totalidade do período em que a Euribor seja negativa.

Na altura, o porta-voz do PS, João Galamba, referiu que a legislação não terá efeitos retroativos após entrar em vigor.

Se o diploma for aprovado pelo parlamento, cria-se um crédito de juros do cliente bancário, que será abatido apenas quando os juros subirem e passarem a ter um valor positivo. Desta forma, os bancos não terão agora de pagar uma pequena parte dos empréstimos.

"Esta solução não expõe os bancos a uma perda imediata, mas garante que, quando os juros subirem - e os bancos já tiverem um juro positivo a cobrar -, o crédito anteriormente constituído abate a esse juro", sustentou o porta-voz dos socialistas.

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