Um fenómeno que resulta da ação combinada dos efeitos das emissões de dióxido de carbono e do El Niño. “Não podemos dizer com exatidão quão elevadas serão as temperaturas, mas não há dúvida que a tendência de subida irá continuar”, afirmaram os responsáveis do Met Office, entidade que irá divulgar esta semana as previsões climatéricas para os próximos cinco anos.

O ano de 2016 poderá voltar a bater recordes de temperaturas elevadas, mas, em 2017, os especialistas do Met Office antecipam um ano mais frio, explicado por uma dissipação dos efeitos do El Niño. Será um curto intervalo na série de recordes de temperatura, já que em 2018, 2019 e 2020 se prevêem novas subidas.

Estas previsões trazem de novo ao debate os temas do aquecimento global que, ainda em dezembro, tão esmiuçados foram pelos líderes mundiais na Cimeira do Clima, em Paris.

Àqueles que circunscrevem ao El Niño a responsabilidade da subida dos termómetros, os especialistas do Met Office recordam que os dados não confirmam essa teoria. ““Tivemos o fenónemo El Niño antes,” explicam os autores das previsões, recordando em particular os anos de 1997 e 1998, ambos especialmente quentes. Ainda assim, com temperaturas mais baixas do que em 2015, o que, na sua análise, se deve ao facto de os níveis de dióxido de carbono na atmosfera serem hoje mais elevados do que então.

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