Após o duplo atentado suicida de 22 de março no aeroporto de Bruxelas-Zaventem, que causou 16 mortos, muitos países anunciaram medidas de segurança reforçada nesses locais.

Na Bélgica, o aeroporto da capital introduziu um sistema de "pré-filtragem" na área externa dos edifícios, com agentes da polícia a verificar identidades, passagens e bagagens de todos os viajantes, criando longas filas de espera.

Em França, a polícia e veículos blindados leves foram colocados nos aeroportos de Roissy e Orly, reforçando os militares já presentes desde os ataques de janeiro de 2015 em Paris. Funcionários adicionais também foram mobilizados em vários aeroportos da província.

Nos aeroportos parisienses, "profilers", especialistas em análise comportamental, também foram encarregados de detectar de pessoas com "comportamento anormal", e um sistema de reconhecimento facial para o nível de controlo de passaporte será testado "nos próximos meses", de acordo com a Aéroports de Paris.

No resto da Europa, Holanda, Espanha e Portugal anunciaram um reforço da segurança nos seus aeroportos, bem como em Gatwick (Londres), Frankfurt e Copenhaga.

Os Estados Unidos adotaram medidas similares, "por precaução", nos seus aeroportos, enquanto a China implementou controlos de bagagens mais rígidos.

Segurança cada vez mais apertada

A segurança nos aeroportos foi intensificada de maneira sucessiva a partir dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Desde 2002, a Europa e os Estados Unidos tornaram sistemático o controlo de passageiros e da bagagem de mão, mas também de carga, correio, tripulação e funcionários em terra, com os americanos a introduzir o controlo biométrico (impressão digital) no seu território.

Os chamados postos de controlo de segurança tornaram-se generalizados, com a instalação de portas de deteção de metal. No final de 2006, a Europa proibiu o transporte de líquidos de mais de 100 mililitros, após a descoberta de um plano terrorista para explodir aviões sobre o Atlântico.

Depois de outra tentativa de ataque num voo Amesterdão-Detroit em 2009, os Estados Unidos cobraram novas medidas para as companhias aéreas e aeroportos em todo o mundo: revista de passageiros nos portões de embarque das aeronaves e controlos mais rígidos das bagagens de mão.

A Europa deu um mais um passo no final de 2011, através da adoção de regras - não obrigatórias - autorizando e regulamentando a utilização de "scanners" corporais. Alguns aeroportos já estão a experimentar, como em Roissy, Nice, Heathrow, Londres e Amesterdão. Itália e Alemanha, no entanto, desistiram depois de alguns meses de testes desses dispositivos, que se revelaram demasiado sensíveis ou não suficientemente confiáveis.

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