A direção do partido decidiu esta terça-feira, 11 de setembro, avançar com a candidatura de Fernando Haddad, apontado inicialmente como vice de Lula para as eleições.

O anúncio, que foi feito pelo junto à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o antigo chefe de Estado se encontra preso, acontece no último dia dado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao PT para apresentar um substituto ao candidato presidencial Lula da Silva.

Num vídeo divulgado pelo partido, Haddad diz que Lula "foi o melhor Presidente que o Brasil já teve" e que acredita que este ganharia as eleições.

O agora candidato do PT partilha que conversou com Lula e que este manifestou a sua indignação "com tanta injustiça", deixando um apelo à união e confiança na continuidade do seu projeto político.

"Os tribunais proibiram a minha candidatura à Presidência. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do Brasil", adiantou o ex-Presidente, numa carta lida na ocasião.

Além da aprovação de Fernando Haddad como novo candidato do PT, também a deputada Manuela D'Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi admitida como candidata a vice-presidente pelo partido.

No seu primeiro discurso como candidato a presidente, Fernando Haddad falou em dor pela proibição da candidatura de Lula.

“Eu sinto a dor de muitos brasileiros e brasileiras que vão receber hoje a notícia de que não vão poder votar em quem queriam ver subir a rampa do Planalto [sede da Presidência do Brasil]", disse o candidato.

Fernando Haddad garantiu, contudo, que o PT não desistirá de recuperar o país da crise.

"Não temos nenhuma vontade maior hoje do que devolver o Brasil aos brasileiros", declarou.

A justiça eleitoral brasileira negou, no domingo, um recurso do PT que pedia mais tempo para substituir Lula da Silva como candidato presidencial do partido e confirmou que o prazo para apresentação de um novo candidato termina hoje.

A presidente do TSE, Rosa Weber, rejeitou um recurso interposto pelo partido e explicou que "não se justifica" alterar a decisão do mesmo tribunal, que, por grande maioria vetou a candidatura de Lula da Silva e pediu ao PT para apresentar um novo candidato até ao dia 11 de setembro.

De acordo com a decisão daquele tribunal, se o PT não inscrevesse um novo candidato até à data estabelecida, não poderia participar com o seu próprio representante nas eleições presidenciais que se realizam a 7 de outubro.

A candidatura de Lula da Silva, que cumpre na prisão uma sentença de 12 anos por corrupção, foi registada pelo PT e depois vetada pelo TSE, com base na lei que proíbe alguém condenado em duas instâncias de concorrer a qualquer cargo eleitoral, como é o caso.

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pela Justiça brasileira, em duas instâncias, a 12 anos e um mês de prisão num processo em que é acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá da construtora OAS, em troca de favorecer contratos da empresa com a estatal petrolífera Petrobras.

[Notícia atualizada às 22h54 - Incluídas declarações adicionais do candidato Fernando Haddad e o nome da candidata à vice-presidência]

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