Em resposta à TSF, o Ministério das Finanças confirmou que o contrato oferecido a Sérgio Figueiredo para a função de consultor de políticas públicas "prevê uma remuneração total bruta de 139.990 euros, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, pagos em 24 prestações mensais".

Tal significa que, recebendo 70 mil euros brutos ao ano e dividindo-os por 12 meses, Figueiredo vai obter um vencimento ilíquido mensal de 5.833 euros.

A confirmação do gabinete de Fernando Medina contrasta com a informação previamente avançada de que o antigo diretor de informação da TVI iria receber 4767 euros brutos — o mesmo que recebe um ministro.

No entanto, o Ministério das Finanças explicou ao Público que numa função como a de prestador de serviços só se recebe 12 vezes por ano, ao passo que os ministros recebem 14 salários anuais, pelo que em termos efetivos Medina receberá mais do que Figueiredo.

Foi o mesmo jornal a avançar esta terça-feira que o Ministério das Finanças contratou o antigo diretor de informação da TVI e ex-administrador da Fundação EDP Sérgio Figueiredo como consultor estratégico para fazer a avaliação e monitorização do impacto das políticas públicas.

Sérgio Figueiredo terá começado a desempenhar as suas funções a 29 de julho. No entanto, o Ministério disse à TSF que o contrato ainda não foi assinado, nem publicado no portal Base, onde estão disponíveis todos os contratos do Estado.

"O contrato foi adjudicado no dia 8 de agosto, será assinado nos próximos dias, e será divulgado nos termos da Lei no portal Base", adiantou o gabinete de Medina à emissora.

Ao Público, o ministério tutelado por Fernando Medina confirmou a contratação de Sérgio Figueiredo, afirmando que o antigo jornalista irá “prestar serviços de consultoria no desenho, implementação e acompanhamento de políticas públicas, incluindo a auscultação de partes interessadas na economia portuguesa e a avaliação e monitorização dessas mesmas políticas”.

O jornal avança ainda que o contrato de Sérgio Figueiredo terá uma duração de dois anos e o antigo jornalista irá “ajudar a conceber e desenhar as políticas públicas do ministério de Fernando Medina, mas também monitorizar a sua execução e a perceção, em tempo real, que têm delas as partes interessadas”.

Nascido em 1966, Sérgio Figueiredo já foi diretor do Diário Económico e do Jornal de Negócios, tendo também trabalhado para o canal televisivo RTP2. Entre 2007 e 2014 foi diretor da Fundação EDP e, entre 2015 e 2020, foi diretor de informação da TVI.

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