O gabinete, que vai funcionar em Lisboa, "vai integrar um conjunto de profissionais que vai fazer atendimento numa casa fora de qualquer instância", de forma a dar apoio aos funcionários, sejam eles guardas prisionais ou técnicos de educação que prestam serviços dentro das prisões portuguesas, informou Celso Manata, que falava durante o 2.º Encontro da Agência para a Prevenção do Trauma e da Violação dos Direitos Humanos, que decorre em Coimbra.

O projeto, ao qual o diretor dos serviços deu "o maior peso", vai permitir também "dar uma oportunidade às pessoas" para serem tratadas, nomeadamente na questão das adições.

Celso Manata recordou o novo regime para "controlo de consumo de álcool ou de substâncias" para guardas prisionais, frisando que não vai aplicar esta lei enquanto não tiver a unidade de apoio pronta.

Assim, os profissionais "têm uma unidade onde se podem tratar", sendo dada uma oportunidade, explicou.

À segunda vez, se não se tratou, "é punido", referiu.

Durante o seu discurso, o diretor dos serviços prisionais sublinhou ainda que se está a percorrer um caminho para se entregar "à saúde o que é da saúde".

Em muitos países, constatou, a área dos serviços de saúde prestados a reclusos está "entregue completamente ao ministério da Saúde", sendo que é nesse sentido que Portugal caminha, disse.

"O nosso ‘core' é a reinserção social. Não faz sentido duplicar ou triplicar recursos", explanou, mostrando-se esperançoso no trabalho que tem vindo a ser feito.

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