"Há agentes secretos os e informadores destes que utilizaram em larga medida os serviços oferecidos pelo escritório" panamenho, afirma o jornal de Munique. Segundo o Süddeutsche, "alguns agentes abriram empresas de fachada para dissimular as suas ações (...) e entre eles figuram intermediários próximos da CIA", a central de Inteligência americana.

Entre os "clientes" da Mossack Fonseca estão ainda "alguns artífices" das vendas secretas de armas ao Irão nos anos oitenta, no caso Irão-Contras. Este foi na altura um escândalo motivado pela venda secreta de armas americanas a Teerão em troca da libertação de reféns americanos no Líbano e da ajuda financeira aos "contras" nicaraguenses que combatiam os sandinistas na Nicarágua.

Os "Panamá Papers" também mostram que "responsáveis de alta patente, atuais e antigos, dos serviços secretos de pelo menos três países - Arábia Saudita, Colômbia e Ruanda - figuram entre os clientes" do escritório panamenho, revela o jornal. Entre eles está o xeque Kamal Adham, ex-responsável dos serviços secretos sauditas que morreu em 1999, e que "nos anos setenta foi um dos principais interlocutores da CIA" no Médio Oriente, destaca o jornal.

O Süddeutsche Zeitung, o segundo jornal mais vendido na Alemanha, foi o ponto de partida para a revelação dos Panama Papers. Recebeu de um informador mais de 11 milhões de documentos procedentes do escritório Mossack Fonseca, que colocam em evidência os segredos financeiros de ricos e poderosos de todo o mundo. O jornal liberal compartilhou esta mina de informações com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), que reúne vários meios de comunicação internacionais.

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