Esta é a primeira alegação formal por parte do Governo dos EUA que suporta as acusações sensacionais a que Trump e os seus apoiantes têm resistido.

O relatório do diretor das Informações Nacionais, uma versão desclassificada de um documento mais detalhado que tinha sido entregue à Casa Branca, a Trump e aos líderes do Congresso, não adianta provas para suportar as alegações.

A versão desclassificada é até agora o documento público mais detalhado com os esforços russos para interferir no processo político norte-americano, com ações que incluem a pirataria das contas de correio eletrónico do Comité Nacional Democrático e de lideres democratas, como Hillary Clinton ou o seu presidente da campanha, John Podesta.

Os dirigentes russos também usaram propaganda financiada pelo Estado e pagaram a agitadores para fazer comentários indecentes e maldosos nas redes sociais, adiantou-se no documento.

Não há sugestões de que os russos tenham influenciado as máquinas de contagem de votos.

No documento, ligou-se, pela primeira vez, Putin às ações de pirataria, classificando-a como “o maior esforço” feito até agora para influenciar uma eleição nos EUA e sustentou-se que os russos forneceram emails à Wikileaks, algo que o fundador do sítio, Julian Assange, tem negado repetidamente.

Durante a campanha eleitoral norte-americana o WikiLeaks, organização de que Assange é fundador, divulgou vários e-mails do Comité Nacional Democrata, alvo de ataques informáticos que, segundo os serviços de inteligência dos EUA, foram perpetrados por piratas russos e tinham como objetivo favorecer Trump, uma acusação que a Rússia rejeitou sempre, mas que levou à expulsão de 35 diplomatas russos dos EUA.

Em entrevista à cadeia televisiva norte-americana Fox News, a dia 3 de janeiro, Julien Assange disse que os ataques de piratas informáticos ao e-mail pessoal de Podesta foram "algo ao alcance de um adolescente de 14 anos". Para além desta informação, reiterou que não existe qualquer ligação entre o Governo russo e o grupo que divulgou os documentos.

"A fonte não é o Governo russo. Não é um Estado", disse o fundador do WikiLeaks, que permanece refugiado na embaixada do Equador em Londres.

O documento está disponível em https://www.dni.gov/files/documents/ICA_2017_01.pdf.

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