Segundo o jornal, entre os equipamentos estavam máscaras sem elásticos e encaixes quebrados ou só um par de óculos, quando em cada viatura do INEM viajam dois técnicos.

"As máscaras recebidas não asseguram a esperada e obrigatória proteção, porque só trazem um elástico, ficando soltas no rosto", denunciou ao matutino Rui Lázaro, dirigente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH).

O número de equipamentos distribuídos foi também insuficiente, disse o responsável, referindo-se aos kits com apenas um par de óculos.

Estes kits de equipamento individual, recomendados pela Direção-Geral da Saúde, incluem ainda dois pares de botas e batas impermeáveis.

Rui Lázaro fala ainda e falta de informação: "Nunca foi dada qualquer formação, desde a forma de uso do material até como lidar com potencial material contaminado".

O INEM contraria este relato, dizendo que não há "existe qualquer reporte, formal ou informal" relativamente a material danificado e adianta que foi iniciada "na semana passada uma formação com intuito de relembrar os profissionais do instituto sobre a utilização dos diversos tipos de EPI (Equipamentos de Proteção Individual)".

Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

Estas são as principais recomendações das autoridades de saúde à população

O surto do novo coronavírus detetado na China tem levado as autoridades de saúde a fazer recomendações genéricas à população para reduzir o risco de exposição e de transmissão da doença. Eis algumas das principais recomendações à população pela Organização Mundial da Saúde e pela Direção-geral da Saúde portuguesa:

  • Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato;
  • Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Evitar contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.

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