“Nós sempre fomos contra os cortes e também não podemos agora estar contra a que se elimine tudo o que são cortes salariais, independentemente, de a quem eles se apliquem”, disse à Lusa um membro da direção do FNSTFPS, Orlando Gonçalves, que falava à margem de uma conferência sobre a greve dos investigadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No entanto, para o sindicalista, a “preocupação e urgência do Governo” está em acabar “com os cortes aos políticos”, em vez de resolver questões como a tabela salarial da administração pública.

“Vai acabar o corte que tem vindo a ser aplicado há alguns anos e achamos muito bem, pois cada um tem que ganhar o salário estipulado […] e o país está hoje numa situação económica que permite que não haja cortes. Não pode é haver dualidade de critérios. Se é para todos, tudo bem. Se não é para todos, que seja reposto àqueles que menos ganham e que têm salários que não dão para viver com a dignidade que eles mereciam”, concluiu.

Foi hoje avançado pelo Público que o Governo quer acabar com o corte de 5% aplicado aos salários dos membros dos gabinetes políticos desde 2010.

Segundo o jornal, a eliminação do corte terá efeitos desde o dia 01 de janeiro deste ano, de forma progressiva, estando o seu fim previsto para o final de 2019.

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