Num comunicado aos associados, o SNPVAC indicou que “decorreu no dia de ontem [quinta-feira], em Bruxelas, uma reunião com sindicatos da rede Ryanair” em que estiveram presentes, além da estrutura portuguesa, “sindicatos de Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Roménia, Polónia e Bélgica”.

“Desde 2018 que os sindicatos têm despendido muitos esforços para alcançar um diálogo social justo e transparente, de forma a apoiar devidamente os direitos dos seus associados”, lê-se, na mesma nota.

No entanto, “quatro anos após a primeira ação coordenada de grande escala a nível europeu, podemos verificar que apenas algumas das questões levantadas foram melhoradas”, sublinhou.

As estruturas debateram várias queixas dos profissionais, salientando que a “Ryanair insiste que a legislação europeia e nacional pode ser negociada”.

Segundo o SNPVAC, entre os temas em cima da mesa está o facto de que “os direitos básicos de um trabalhador devem ser aplicados e não serão sujeitos a negociação”, de os tripulantes continuarem “a trabalhar sem acesso a água a bordo” e de que não “existe apoio local de Recursos Humanos, de modo a proporcionar proteção adequada em matéria de Saúde e Segurança no local de trabalho”.

Além disso, alegaram “falta de transparência nos sistemas de transferências e promoções de carreira, sendo estas frequentemente utilizadas como forma de intimidação aos trabalhadores, que se sentem assim obrigados a aceitar piores condições de trabalho”, e realçaram que “apesar de todas as decisões do tribunal contra a Ryanair em várias jurisdições, a empresa opta por ignorar as consequências das decisões, com a cumplicidade das autoridades locais e europeias”.

“As formas atípicas de emprego têm um efeito negativo na comunidade das tripulações da Ryanair e as autoridades parecem incapazes de agir consistentemente em seu benefício”, destacaram ainda, no comunicado, indicando que, “ao mesmo tempo, os governos mostram-se demasiado cautelosos em desafiar o modelo da Ryanair, deixando os trabalhadores indefesos contra o ‘dumping social’ e também os passageiros expostos às perturbações daí decorrentes”.

Por fim, salientaram, “a Ryanair afirma reconhecer os sindicatos, mas demonstrou a sua relutância em reconhecer os direitos dos trabalhadores a organizarem-se em sindicatos da sua escolha”.

“Por tudo isto, os sindicatos representativos dos tripulantes de cabine da Ryanair não hesitarão em lançar uma ação a nível europeu este verão, caso a companhia não nos dê uma resposta significativa”, garantiram.

Os sindicatos enviaram uma carta com estas preocupações ao Conselho de Administração da companhia, segundo a mesma nota.

“É necessário que a empresa tome consciência do valor dos tripulantes e do valor acrescentado que um trabalhador motivado dá à companhia”, apelaram.

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