O ataque ocorreu no domingo à noite contra um autocarro e viaturas militares em Wadi al-Azib a norte da província de Hama, na estrada que liga Raqa (norte) a Damasco, refere o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, organização não-governamental com sede em Londres.

Oito militares sírios, quatro combatentes de grupos aliados de Damasco e três civis morreram durante o ataque que fez ainda 15 feridos, de acordo com o primeiro balanço do observatório.

O balanço anterior indicava a morte de nove pessoas, entre as quais sete militares.

O autocarro transportava os soldados e "provavelmente membros das próprias famílias" de regresso a casa, disse à France-Presse o diretor da ONG, Rami Abdel Rahmane.

O Estado Islâmico não reivindicou este ataque, mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirma que se trata de um ataque levado a cabo pelo grupo extremista.

Trata-se do segundo ataque contra um autocarro de transporte de tropas de Damasco em cinco dias.

Em 30 de dezembro, 39 militares morreram numa emboscada reivindicada pelo grupo Estado Islâmico.

As vítimas seguiam num autocarro e o ataque ocorreu na província de Deir Ezzor (leste).

Apesar da derrota do Estado Islâmico em 2019, o grupo radical continua a lançar ataques mortíferos na Síria.

A guerra em território sírio eclodiu em 2011, após manifestações contra o regime de Damasco e fez, até ao momento, mais de 387 mil mortos.

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