Segundo o comunicado diário do CIVISA sobre a crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, que se iniciou em 19 de março, o abalo sentido pela população ocorreu às 14:31 de sexta-feira e teve magnitude 2,4 na escala de Richter.

O abalo teve intensidade IV na escala de Mercalli Modificada em Velas e Santo Amaro, III/IV na Urzelina e III na Calheta, segundo dos dados do CIVISA.

Desde a crise sismovulcânica já foram identificados até ao momento cerca de 267 sismos sentidos pela população.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica salienta, no comunicado, que "continua acima do normal" a atividade sísmica que se tem vindo a registar naquela ilha, desde a Ponta dos Rosais até à zona do Norte Pequeno - Silveira.

O sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21:56.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição” e, quando há uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é “sentido dentro de casa” e “os objetos pendentes baloiçam”, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, descreve-se no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa "estado de repouso" e V6 "erupção em curso".

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