“Pedimos a extradição da Sra. Yingluck Shinawatra, uma cidadã tailandesa que, até onde sabemos, mora no Reino Unido”, pode ler-se numa carta enviada a 5 de julho pela embaixada tailandesa em Londres ao Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico e cujo teor foi hoje revelado pela AFP.

Acusada de “negligência” na gestão de um programa de subsídios destinado a produtores de arroz, Yingluck Shinawatra fugiu do país em agosto de 2017 e foi condenada três anos depois.

Os outros dois réus no mesmo caso foram condenados a penas pesadas, nomeadamente o seu ex-ministro do Comércio, Boonsong Teriyapirom, que está a cumprir 42 anos de prisão.

A guerra entre os militares tailandeses, a elite de Banguecoque e a família Shinawatra dura há mais de uma década.

Os Shinawatra venceram todas as eleições nacionais desde 2001, mas as elites tradicionais, militares e juízes, vendo-os como uma ameaça à realeza, afastaram-nos do poder através de golpes de estado.

As eleições gerais estão marcadas para o início de 2019, quatro anos após o golpe que levou Prayut Chan-O-Cha ao poder.

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