De acordo com uma curta nota do Itamaraty, Mauro Vieira e Jamieson Greer conversaram “sobre temas da agenda comercial bilateral, como tarifas ao aço e alumínio, e o anúncio da imposição de tarifas recíprocas pelo governo norte-americano”.

Fonte do Itamaraty detalhou à Lusa que os dois responsáveis “combinaram que as equipas se reunirão virtualmente na semana que vem”, após as medidas apresentadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, sejam conhecidas.

Depois de Donald Trump ter anunciado nos últimos meses aumentos de 25% dos direitos aduaneiros sobre as importações de aço, alumínio, automóveis e peças de automóveis, deverá esta noite anunciar novas taxas que podem ascender a 20%, sobre a maioria das importações, no que chamou de “Dia da Libertação”.

Trump quer agora implementar taxas idênticas às que são aplicadas aos produtos norte-americanos exportados.

A Casa Branca (presidência norte-americana) referiu na terça-feira que as novas tarifas devem entrar em vigor no imediato.

Desde que o Governo dos EUA anunciou as primeiras tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, o o Brasil tem tentado abrir canais de diálogo para evitar a imposição de novas tarifas que poderiam prejudicar a economia.

O Governo brasileiro ainda não retaliou contra as tarifas sobre produtos siderúrgicos e, embora não tenha descartado a adoção de medidas recíprocas, até o momento apenas anunciou que está considerando denunciar as medidas de Washington junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o jornal brasileiro Poder360, o Brasil é o principal exportador mundial de alumínio e o 2.º maior vendedor de aço bruto para os Estados Unidos.

Globalmente, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, apenas ultrapassados pela China.

Em 2024, o Brasil exportou 37, 16 mil milhões de euros (ao câmbio atual) e importou 37,39 mil milhões de euros em mercadorias.