“No que diz especificamente respeito a voos cancelados e pedidos de reembolso, a TAP já processou, ao dia de hoje, 98% dos pedidos de reembolso efetuados a nível global desde o início da pandemia (fixando-se para esse efeito a data de 01 de março de 2020), no valor de 668 milhões de euros”, refere a empresa num esclarecimento divulgado hoje.

Reagindo a uma notícia do jornal Expresso, segundo a qual a TAP “recebeu 657 milhões de euros em bilhetes para voos que ainda não se realizaram, mas que vai ter de fazer”, a “maior parte” dos quais “são viagens canceladas” devido à pandemia, a companhia considera que esta “é uma notícia positiva, pois significa que a TAP aumentou o seu volume de vendas para os voos que tinha e tem programados”.

“A TAP esclarece que, como qualquer outra companhia aérea, vende antecipadamente os bilhetes para os seus voos. A cobrança dos bilhetes não é realizada a bordo, nem após a prestação do serviço, mas sim antes de o voo se realizar, como é prática de toda a indústria mundial”, lê-se na nota hoje divulgada.

De acordo com a companhia aérea portuguesa, “em números absolutos, a TAP recebeu 2,284 milhões de pedidos de reembolso, dos quais se encontram pendentes ao dia de hoje 46 mil, evidenciando o esforço e empenho da TAP na resolução rápida deste desafio”.

A declaração da companhia aérea, contudo, constrasta com as informações adiantadas pelo Expresso, que reporta as dificuldades que a TAP tem tido para processar os reembolsos, principalmente devido à falta de trabalhadores causada pelas dores da reestruturação que tem sofrido e que aguarda ainda luz verde da Comissão Europeia — a empresa tem 6600 trabalhadores, menos cerca de três mil do que tinha no final de 2019.

Segundo o semanário, os clientes à espera de reembolso são forçados a esperar várias horas, quer no apoio telefónico, quer no único balcão da companhia no aeroporto de Lisboa. É devido a estas dificuldades que a empresa foi alvo do mais elevado registo de reclamações de passageiros no segundo semestre de 2020 de todas as companhias aéreas, com 51% do total. Segundo a Associação Nacional de Aviação Civil, 72,7% do total das 1641 reclamações feitas neste período quanto à TAP devem-se a cancelamentos de voos e reembolsos.

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