José Monteiro falava à Lusa depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter dito hoje no parlamento que não voltava a mexer na lei "Uber".

O vice-presidente disse que a hipótese dos dirigentes se deslocaram a Coimbra para discutir o que fazer, está em cima da mesa, mas não confirma para já se os cerca de 300 táxis que permanecem há oito dias consecutivos em protesto na cidade do Porto, se vão juntar ao protesto em Lisboa.

Nesta altura, os táxis ocupam totalmente uma das faixas de rodagem da Avenida dos Aliados no Porto, um número que segundo José Monteiro, tem vindo a crescer ao longo do protesto.

Os taxistas realizaram hoje uma concentração junto à Assembleia da República, onde o primeiro-ministro, António Costa, recusou voltar a mexer na legislação que regula as plataformas eletrónicas de transporte, alvo de protestos dos taxistas, e destacou os "direitos exclusivos" dos táxis.

Em resposta ao BE no debate quinzenal no parlamento, António Costa afirmou que, ao Governo, "cumpre-lhe executar a lei aprovada pela Assembleia da República e promulgada pelo Presidente da República".

António Costa disse que o Governo trabalhou ao longo dos últimos dois anos com o setor do táxi em mais de 19 reuniões no grupo de trabalho no Ministério do Ambiente ou com representantes do setor e frisou que a lei, que teve uma primeira versão aprovada no parlamento e foi depois vetada, "regulamenta uma atividade que existia ilegalmente e desregulamentada".

No debate, a coordenadora do BE, Catarina Martins admitiu que é preciso uma "modernização do setor do táxi", mas considerou que, independentemente disso, há hoje uma "concorrência desleal que põe em causa obrigações de serviço público" de transporte.

Os taxistas cumprem hoje o 8.º dia de protestos em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em 01 de novembro, da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte que operam em Portugal - Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.

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