O documento defende que a saúde e o futuro das crianças e adolescentes em todo o mundo estão sob ameaça imediata pela degradação ecológica, pelas alterações climáticas e pelas práticas exploradores de ‘marketing’ que promovem ‘fast food’, bebidas açucaradas, álcool e tabaco.

O relatório da Organização Mundial de Saúde, da UNICEF e da The Lancet compara os vários países em termos de medidas de bem-estar e de promoção da saúde das crianças e adolescentes, bem como questões de educação e de sustentabilidade.

Enquanto os países mais pobres precisam de fazer mais em termos de condições de vida e de cuidados de saúde, a questão da emissão de gases poluentes afeta todos os países e ameaça o futuro de todas as crianças e jovens.

Se o aquecimento global ultrapassar os quatro graus até 2100, de acordo com as projeções recentes, haverá consequências devastadoras para as crianças, devido à subida do nível dos mares, de ondas de calor e da proliferação de doenças como a malária, o dengue e também a malnutrição.

O índice global divulgado hoje mostra que as crianças da Noruega, dos Países Baixos e da Coreia do Sul têm os melhores níveis de esperança de vida com qualidade, enquanto as da República Centro Africana, Chade, Somália, Níger e Mali surgem com as piores probabilidades de uma vida com saúde e qualidade.

“Mais de dois mil milhões de pessoas vivem em países onde o desenvolvimento é dificultado por crises humanitárias, conflitos e desastres naturais e por problemas intimamente ligados às alterações climáticas”, refere um dos responsáveis da comissão que elaborou o relatório.

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