A decisão foi tomada pela Comissão de Saúde do Parlamento dinamarquês, na terça-feira. "É totalmente inadequado chamar de doença", declarou à AFP o vice-presidente da Comissão Parlamentar, Flemming Moller Mortensen.

A medida entra em vigor a 1 de janeiro e "trata-se de um desejo antigo da comunidade de pessoas transgénero do país", acrescentou Mortensen.

A iniciativa também procura influenciar a decisão que deverá ser tomada nesta matéria pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que ainda inclui o transgénero na categoria de doenças. A Dinamarca "não tem mais paciência" para aguardar pela OMS, que só vai discutir esta questão no final de 2016, explicou Flemming Moller Mortensen.

A Amnistia Internacional saudou a decisão dinamarquesa, afirmando que o país se tornou "um modelo para os direitos dos transsexuais". "

As associações de defesa dos direitos do LGBT também saudaram a iniciativa. "Remover o transgénero da secção de doenças mentais significa também remover uma estigmatização institucionalizada dos transsexuais", afirmou uma porta-voz de uma dessas associações.

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