"Se uma cidade ou Estado se recusar a tomar medidas que são necessárias para defender a vida e a propriedade dos seus residentes, eu irei movimentar o exército dos Estados Unidos e resolvo rapidamente o problema por eles", revelou Trump.

O presidente norte-americano falou aos jornalistas num dos jardins da Casa Branca, o Rose Garden, para reafirmar a possibilidade de que poderá recorrer à força militar de modo a conter as manifestações que estão a decorrer em várias cidades do país.

"Vou lutar para vos proteger", acrescentou, aludindo que se dirigia a "todos os americanos". "Sou o vosso presidente da ordem e da lei e um aliado de qualquer manifestante pacífico", reiterou, citado pelo The Guardian.

"A minha primeira obrigação enquanto Presidente é defender o nosso grande país e o povo norte-americano", realçou ainda, acrescentando que a morte de Floyd "não vai ser em vão" e que "será feita justiça".

Depois da conferência de imprensa, o Presidente norte-americano caminhou até à Igreja Episcopal de São João, localizada perto da Casa Branca, e que ficou degradada na sequência de atos de vandalismo à margem os protestos contra o racismo da noite anterior. A chegar à apelidada 'igreja dos presidentes', onde deflagrou um incêndio na noite de domingo, Trump agarrou numa Bíblia e disse que os Estados Unidos são "um ótimo país".

Foi então que o presidente, segundo o New York Times (NYT), adiantou que se sente "revoltado" pela morte de George Floyd, mas que não pode compactuar com a violência dos protestos. "Foram atos de terror, de destruição de uma vida pacífica e de um derramar de sangue contra a humanidade", disse.

Os disparos das autoridades contra os manifestantes, que têm saído à rua um pouco por todo o país na sequência da morte do cidadão afro-americano George Floyd devido a uma ação policial, eram audíveis ao longo dos cerca de 16 minutos de discurso de Donald Trump, transmitido pela página da Casa Branca na rede social Twitter.

Trump explicitou que, "nos últimos dias, a nação ficou agarrada por anarquistas" e "multidões violentas", tendo anunciado "ações presidenciais imediatas para parar a violência e restaurar a segurança" no país.

"Vou mobilizar todos os recursos federais disponíveis, civis e militares, para parar os motins e as pilhagens […], e proteger os norte-americanos que obedecem às regras", prosseguiu Trump.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de dia 25 de maio, em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia, tendo ocorrido pelo menos três mortes.

(Notícia atualizada às 02:15)

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