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George Floyd morreu por estrangulamento, segundo autópsia independente

A autópsia pedida pela família de George Floyd revelou que este morreu de asfixia devido à compressão do pescoço e das costas quando um polícia de Minneapolis o pressionou contra o chão com o joelho.
George Floyd morreu por estrangulamento, segundo autópsia independente

"Não só o joelho no pescoço de George foi a causa da sua morte, como também o peso dos outros dois polícias nas suas costas, que não só impediram que o sangue fluísse para o seu cérebro, como também de que o ar chegasse aos seus pulmões", revelou esta segunda-feira Antonio Romanucci, um dos advogados da família, segundo o New York Times (NYT). 

Os resultados da autópsia pedida pela família, por não confiarem nas autoridades locais, diferem da autópsia oficial descrita na queixa criminal contra o agente Derek Chauvin.

As conclusões dessa primeira perícia apontavam para a morte devido a um conjunto de fatores, como o facto de Floyd ter estado imobilizado, associado a problemas de saúde da vítima e a potenciais elementos tóxicos no organismo. Nesta autópsia não foram encontradas evidências físicas que “sustentem um diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento".

A autópsia oficial da semana passada não avançou pormenores sobre substâncias tóxicas e os resultados toxicológicos podem demorar semanas.

Benjamin Crump, o advogado principal, indicou ainda que os registos médicos de emergência mostraram que Floyd estava morto no local. "Para George Floyd, a ambulância foi o seu carro funerário", disse.

Os médicos legistas que realizaram o relatório disseram também que Floyd não tinha patologias que tivessem levado à sua morte, segundo a agência Reuters.

"As provas são consistentes com a asfixia continuada como causa de morte e o homicídio como forma de morte", explicou a Dra. Allecia Wilson, da Universidade de Michigan, que conduziu a autópsia com Michael Baden, um antigo médico legista de Nova Iorque.

Michael Baden além de concordar com as conclusões de Wilson, afirmou que a morte se tratou de um homicídio. A Reuters salienta que Baden trabalhou em vários casos de grande notoriedade, incluindo no da morte de Eric Garner, em 2014.

"O George morreu porque precisava de respirar, de respirar ar", disse o advogado Benjamin Crump. "Imploro a todos que se juntem à sua família para respirar — respirar pela justiça, respirar pela paz, respirar pelo nosso país e, mais importante, respirar pelo George", reiterou.

O advogado pediu que a acusação de homicídio em terceiro grau contra o agente Derek Chauvin fosse agravada para homicídio em primeiro grau e que três outros agentes fossem acusados.

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