“As autoridades de saúde devem manter o apoio aos serviços essenciais para a tuberculose, incluindo durante emergências como a Covid-19”, destaca a organização no Dia Mundial da Tuberculose,

 A OMS prevê que “pessoas doentes com tuberculose e Covid-19 poderão ter resultados piores no tratamento, sobretudo se o tratamento da tuberculose for interrompido”.

"A pandemia de Covid-19 está a ilustrar como as pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunitários enfraquecidos são vulneráveis", afirmou o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

O responsável lembrou que "o mundo comprometeu-se a acabar com a tuberculose em 2030 e melhorar a prevenção é a chave para conseguir este objetivo. Há milhões de pessoas que precisam de ser tratadas preventivamente para evitar o aparecimento da doença, evitar o sofrimento e salvar vidas".

Os doentes com tuberculose, que tem sintomas comuns com a COvid-19, como tosse, febre e dificuldades respiratórias, devem “tomar precauções para se protegerem da Covid-19 e continuar o seu tratamento”.

A OMS defende que é preciso “limitar a transmissão de tuberculose e de Covid-19 em ambientes comuns e em instalações de saúde”.

Embora os métodos de transmissão das duas doenças sejam ligeiramente diferentes, aplicam-se a ambas medidas preventivas como “controlo e prevenção de infeções, etiqueta com a tosse e segregação de casos suspeitos”.

Para ambas as doenças são essenciais “teste de diagnóstico fiáveis” e deve garantir-se tratamento anti-tuberculose para todos os afetados pela doença, incluindo os que estejam de quarentena por suspeita de estarem também infetados com o novo coronavírus.

A OMS afirma ainda a importância de “prevenir toda e qualquer estigmatização ou discriminação de pessoas afetadas por qualquer destas doenças, respeitando a confidencialidade e a proteção dos direitos humanos”.

Estima-se que cerca de um quarto da população mundial está infetada com a bactéria que causa a tuberculose. Embora possam não estar doentes nem contagiar ninguém, estão em risco acrescido de desenvolver a doença.

 Este ano, o lema do Dia Mundial da Tuberculose é “Está na altura”, defendendo-se a necessidade de aumentar e garantir o financiamento para o tratamento, combatendo estigmas e salvaguardando os direitos das pessoas.

A tuberculose, salienta a OMS, ainda é a doença infecciosa que mais mata em todo o mundo: em 2018, morreram 1,5 milhões de pessoas, 251.000 das quais com HIV, o que as torna especialmente vulneráveis.

Nesse ano, registaram-se 10 milhões de novos casos, meio milhão dos quais da estirpe resistente aos tratamentos existentes, estimando-se que três milhões ficaram por diagnosticar

Em 2019, foram precisos 10 mil milhões de dólares para tratar a doença, mas faltaram 3,3 mil milhões para atingir essa meta.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

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