No comício desta noite em Torres Novas, distrito de Santarém, Catarina Martins focou grande parte do seu discurso no Serviço Nacional da Saúde e na escolha que é feita no dia das eleições legislativas sobre esta "pérola da democracia", mas na ponta final assumiu o "orgulho e alegria" do BE pelo sucesso que foram estes quatro anos de solução política.

"Tudo o que esta solução política mudou no país tem a marca do Bloco de Esquerda e orgulhamo-nos disso. Nada se teria feito sem a participação do Bloco e o voto de cada um e de cada uma das suas deputadas", sublinhou.

Sobre o futuro depois das eleições, a líder bloquista deixou apenas uma garantia.

"A partir do dia 06 de outubro, se não regressarmos ao tempo das maiorias absolutas, cá estaremos, retomando o nosso debate, para salvar o Serviço Nacional de Saúde, para combater a precariedade, para melhorar salários, para puxar pelas pensões, para responder à emergência climática", prometeu.

Tal como foi em 2015, comparou Catarina Martins, "em 2019 o Bloco de Esquerda é a garantia de uma política de estabilidade em nome da vida das pessoas, em nome das condições concretas de quem vive neste país".

"A toda este gente que sabe que o Serviço Nacional é central na sua vida, escolhe também no dia 06 de outubro se quer um Serviço Nacional de Saúde de mínimos ou se quer um Serviço Nacional de Saúde com o investimento para responder a toda a gente, em todo o território e garantir os cuidados de saúde e a promoção da saúde de que este país precisa", avisou.

A líder bloquista começou o seu discurso de 25 minutos com língua gestual portuguesa para desejar um "feliz dia nacional das pessoas surdas", perante uma plateia onde o ausente foi o ainda deputado Carlos Matias, que lidera a Comissão Coordenadora Distrital de Santarém e foi afastado pela direção nacional das listas à Assembleia da República.

Para Catarina Martins, "a defesa do SNS é uma das grandes lutas do BE e um dos temas principais da próxima legislatura", considerando que esta "constituição da democracia mudou o nosso país".

"O SNS não precisa de ser salvo, de mudar, só porque o país mudou. É porque esteve sob ataque nas últimas décadas. O SNS foi uma grande vítima do apetite dos grandes grupos económicos", explicou.

Na perspetiva de Catarina Martins, apesar de todos os problemas, foi feito algum caminho nesta legislatura, com a reposição de orçamento, o fim das cativações e a "mudança estrutural" que representa a revogação da "lei de bases da saúde da direta que via a saúde como um negócio e não como um direito".

"Temos agora que transformar o que está na lei no concreto todos os dias do SNS", afirmou, avisando que essa é a escolha que também se faz no dia 06 de outubro.

(Notícia atualizada às 9h04 do dia 25 de setembro)

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