"Anuncio a vocês uma boa notícia. Vamos ajudar os nossos amigos sírios, oferecendo-lhes a oportunidade, se assim desejarem, de ter acesso à nacionalidade turca", disse Erdogan num discurso no sábado à noite na província de Kilis (sul da Turquia), na fronteira com a Síria. O Ministério do Interior anunciará em breve as etapas que deverão ser seguidas para serem naturalizados, acrescentou.

Erdogan não explicou se todos os refugiados que vivem na Turquia poderão pedir a nacionalidade turca. Não estabeleceu critérios de admissão, nem quanto tempo levará o processo. "Nós os consideramos como nossos irmãos e irmãs, vocês não estão longe da sua pátria, só estão distantes dos seus lares e terras, porque a Turquia também é a sua pátria", acrescentou Erdogan, diante de um grupo de refugiados sírios.

A Turquia acolhe cerca de 2,7 milhões de refugiados sírios que fugiram da guerra civil no país. Juridicamente, a Turquia não os considera como refugiados, mas sim como "convidados". O governo turco já havia concedido visto de trabalho e residência a um pequeno grupo de sírios.

As declarações de Erdogan levantaram uma polémica nas redes sociais. "A concessão da cidadania não deveria depender da vontade de apenas uma pessoa. É necessário um referendo!", opinou no Twitter Mohammad Mohammad. Outros internautas, preocupados com a integração dos sírios na Turquia, consideram que essa é uma "manobra" de Erdogan para registar centenas de milhares de novos eleitores.

A hashtag #ülkemdeSuriyeliistemiyorum (Não quero sírios no meu país) chegou a tornar-se um dos assuntos mais comentados do Twitter na Turquia. Muitos denunciavam o projeto do governo turco, enquanto outros lamentavam a reação exagerada, inclusive racista.

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