“É uma coisa que estamos dispostos a discutir”, disse Dmytro Kuleba, após uma reunião realizada hoje com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, durante a qual não houve progressos na abertura de corredores humanitários ou na aprovação de um cessar-fogo de 24 horas na ofensiva militar russa em curso na Ucrânia.

Kuleba lembrou que uma eventual entrada na NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, também conhecida como Aliança Atlântica) está contemplada na Constituição ucraniana, mas admitiu estar consciente de que isso não acontecerá “num piscar de olhos” ou mesmo num “futuro próximo”.

“Está na nossa Constituição e tem sido uma parte consistente da nossa política aderir à NATO como membro de pleno direito e usufruir das garantias de segurança” que a Aliança Atlântica proporciona, explicou o ministro.

Dmytro Kuleba também se mostrou disponível para discutir a possibilidade de chegar a um acordo sobre um “sistema de garantia semelhante ao da NATO”, desde que conte com o apoio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a Rússia, e de todos os países vizinhos.

O facto de estar definido que a NATO não está disposta a “agir coletivamente para parar a guerra e proteger os civis da Ucrânia dos bombardeamentos aéreos russos” levanta a questão de “como garantir a segurança da Ucrânia até à eventual entrada na NATO”, referiu o ministro.

“A guerra está a acontecer agora. Neste momento, são os nossos militares que estão a garantir a nossa segurança e o povo da Ucrânia está a sacrificar-se para garantir a segurança”, concluiu Kuleba.

As primeiras conversas diretas entre os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e ucraniano tiveram hoje lugar no sul da Turquia, um passo encarado como um primeiro sucesso diplomático para a Ancara, que ofereceu mediação desde o início da crise.

Esta é a primeira reunião deste nível desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 516 mortos e mais de 900 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de 2,3 milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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