A vice-primeira-ministra para a Integração Europeia e Euro-Atlântica ucraniana, Olha Stefanishyna, lembrou na quarta-feira que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já demonstrou apoio à candidatura da Ucrânia, uma decisão que “mudou as regras do jogo” e abalou “os mais indecisos”.

Em entrevista à agência Associated Press, Stefanishyna admitiu que os Países Baixos, a Suécia e a Dinamarca estavam relutantes em iniciar negociações de adesão com a Ucrânia durante a invasão da Rússia, mas diz que, entretanto, mudaram de opinião.

O estatuto de candidato à UE, que só pode ser concedido se todos os países membros concordarem de forma unânime, é um primeiro passo. A adesão só acontecerá se a Ucrânia satisfizer condições económicas e políticas, incluindo o respeito pelos princípios democráticos.

Stefanishyna disse que acredita que a Ucrânia pode tornar-se membro da UE dentro de anos, não tendo de esperar décadas, com algumas autoridades europeias previram.

“Já estamos muito integrados na União Europeia”, disse a vice-primeira-ministra. “Queremos ser um estado-membro forte e competitivo, por isso pode levar de dois a 10 anos”, acrescentou.

A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou 4.597 civis e deixou 5.711 feridos, segundo dados da ONU, que sublinha que os números reais poderão ser muito superiores.

A invasão russa da Ucrânia foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.