“A violência e a incitação são inaceitáveis […] A União Europeia (UE) apela às autoridades [israelitas] para que ajam com toda a urgência para uma ‘desescalada’ das atuais tensões em Jerusalém”, afirmou o porta-voz de Josep Borrell.

Segundo a mesma fonte, os dirigentes políticos, religiosos e comunitários de Israel devem mostrar contenção e responsabilidade e fazerem tudo para acalmar esta situação explosiva”.

A UE considera ainda “muito preocupantes” as expulsões de famílias palestinianas de Sheikh Jarrah e de outros colonatos de Jerusalém Oriental, referindo que se trata de “ações ilegais à luz do direito humanitário internacional e que só servem para agravar as tensões no terreno”.

Pelo menos 208 palestinianos e seis polícias israelitas ficaram feridos na sexta-feira, em Jerusalém, a maioria na Esplanada das Mesquitas, onde muçulmanos se reuniam para a última sexta-feira do mês de jejum do Ramadão, anunciou a polícia local.

“Centenas de manifestantes atiraram pedras, garrafas e outros objetos na direção dos polícias, que retaliaram”, segundo o porta-voz da polícia israelita, Wassem Badr, considerando tratar-se de “distúrbios violentos”.

Os confrontos aconteceram numa altura em que sobe a tensão no setor oriental de Jerusalém e na Cisjordânia, dois territórios palestinianos ocupados desde 1967 por Israel.

Há uma semana que estão a acontecer diariamente manifestações, marcadas por confrontos com a polícia israelita, no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental.

A disputa em Sheikh Jarrah está relacionada com o direito à terra onde são construídas casas para colonos israelitas. Nesse bairro vivem famílias palestinianas ameaçadas de despejo pelos israelitas.

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