
O estudo baseia-se em questionários aplicados a 279 mil crianças e adolescentes de 44 países e regiões da Europa, Ásia Central e Canadá — Portugal foi um dos países incluídos.
"É um alerta que nos convida a lutar contra o assédio e a violência, onde e quando ocorrerem", ressaltou o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge.
A edição anterior do estudo, baseada em dados de 2018, indicou que 13% das crianças dessa faixa etária tinham sido vítimas de assédio na internet.
O assédio físico manteve-se estável, com 11% dos menores dizendo que sofreram bullying na escola, contra 10% na edição anterior.
A pandemia mudou a forma como os adolescentes interagem, destacou a organização da ONU. "As formas virtuais de violência entre colegas tornaram-se particularmente proeminentes a partir desse período, quando o mundo dos jovens se tornou cada vez mais virtual durante os períodos de confinamento".
Segundo o novo estudo, 15% dos meninos e 16% das meninas sofreram cyberbullying pelo menos uma vez nos últimos meses.
Os níveis mais altos foram registados entre as crianças da Bulgária, Lituânia, Polónia e Moldávia, e os mais baixos, na Espanha, destacou a OMS.
Na maioria dos territórios, o cyberbullying atinge o seu ápice aos 11 anos entre os meninos e aos 13 entre as meninas. Há pouca ou nenhuma diferença com base na categoria socioprofissional dos pais.
"É necessário investir mais em monitorizar as diferentes formas de violência", ressalva o relatório, que pede a regulação das redes sociais, "para limitar a exposição ao cyberbullying".
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