A decisão foi confirmada por uma fonte da União Africana, que indicou que a organização pan-africana tomou esta decisão na sequência do Tribunal Constitucional ter decretado Félix Tshisekedi Presidente do país, após rejeitar todos os recursos interpostos contra os resultados provisórios das eleições.

Segundo a agência Associated Press, ao rejeitar os recursos, o Tribunal Constitucional ratificou a vitória de Félix Tshisekedi, que obteve cerca de 38,57% dos votos contra 34,86% do candidato do principal partido da oposição, Martin Fayulu, de acordo com os dados provisórios divulgados pelo Comité Eleitoral do país em 10 de janeiro.

Tshisekedi, 55 anos, será o sucessor de Kabila, que preside aos destinos do país desde 2001.

O candidato classificado em segundo lugar nas eleições presidenciais da RDCongo, Martin Fayulu, apelou hoje a protestos em todo o país, depois de o tribunal ter ratificado a vitória de Félix Tshisekedi.

“Apelo também a toda a comunidade internacional que não reconheça um poder que não tem legitimidade nem capacidade jurídica para representar o povo congolês”, declarou Fayulu, afirmando-se como “o único Presidente legítimo” da RDCongo.

Na passada quinta-feira, a União Africana pediu a “suspensão da proclamação” dos resultados eleitorais definitivos na RDCongo e acordou o envio de uma delegação de “alto nível” a Kinshasa.

Reunidos em Addis Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e de governo africanos consideraram “existirem sérias dúvidas sobre a conformidade dos resultados provisórios, tais como foram proclamados pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI)”.

O novo Presidente da República Democrática do Congo toma posse na terça-feira.

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