A decisão saiu do encontro deste fim de semana entre a presidente da Comissão Europeia (EU), Ursula von der Leyen, e do presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, na sede da organização africana, em Adis Abeba, na Etiópia.

“Os dois responsáveis concordaram, tendo em vista a preparação da próxima cimeira UE-UA em 2020, que haverá uma reunião entre as comissões em Adis Abeba, em fevereiro, seguida de um encontro ministerial”, adiantou, em comunicado, a UA.

Os encontros irão avaliar o progresso nos compromissos da cimeira de 2017, que decorreu em Abidjan, na Costa do Marfim, e focar-se nas prioridades comuns em áreas como a paz e segurança, comércio e investimento, clima e promoção conjunta do multilateralismo e do reforço institucional, prossegue o documento.

A nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitou a Etiópia durante o fim de semana na primeira visita oficial fora da União Europeia (UE).

“Espero que a minha presença na União Africana envie uma forte mensagem política, porque o continente africano e a UA contam para a UE e para a Comissão Europeia”, declarou Von der Leyen, depois do encontro com o presidente da Comissão da UA.

Moussa Faki Mahamat manifestou, por seu lado, apoio à nova comissão, sublinhando que a escolha da sede da UA para a primeira visita da nova presidente “ilustra a importância do continente na parceria estratégica”.

Durante o encontro, os dois responsáveis debateram as estratégias contra o terrorismo, abordaram as alterações climáticas e os seus efeitos e discutiram formas efetivas de mobilizar investimentos e alargar o comércio entre os dois continentes.

Sublinharam ainda a importância de desenhar conjuntamente o próximo capítulo da parceria entre a Europa e África, mantendo canais de diálogo abertos entre a UA e a UE.

O atual Acordo de Parceria África, Caraíbas e Pacífico-União Europeia, que enquadra as relações entre os dois blocos, foi assinado em 23 de junho de 2000 em Cotonou, no Benim, por um período de 20 anos e expira em fevereiro de 2020, e Bruxelas já fez saber que quer dar “mais ênfase” à parceria entre os continentes.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha anunciado durante a visita do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, a intenção do Governo de promover uma cimeira União Europeia/África, em 2021, altura em que Portugal assume a presidência da União Europeia.

Também o primeiro-ministro António Costa, no início do ano, tinha apontado como tema fundamental da presidência portuguesa na União Europeia “as relações entre a União Europeia e o continente africano”.

Na semana passada, o jornal Eco noticiava, no entanto, que Portugal tinha perdido a organização da cimeira para a Alemanha, depois de o novo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, ter decidido antecipar a reunião para 2020.

Em causa estará, segundo o mesmo jornal, o facto de a União Africana mudar de presidência em fevereiro de 2021, estando prevista também a entrada em funções nessa altura de uma nova comissão daquela organização.

A presidência rotativa da União Europeia será assumida no primeiro semestre de 2020 pela Croácia, seguindo-se a Alemanha, no segundo semestre, e Portugal no primeiro semestre de 2021.

A primeira cimeira entre os dois blocos ocorreu, em 2000, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

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