Através de um comunicado, a agência da ONU indica que em “2019 assinalam-se os quatro anos” do sequestro das raparigas de Chibok, no noroeste do país, e que “mais de uma centena ainda têm de regressar a casa”.

“O quarto ano sobre a data do sequestro de Chibok recorda-nos que as crianças do noroeste da Nigéria continuam a ser atacadas em grande escala”, disse o representante da Unicef na Nigéria, Mohamed Maick Fall.

O ataque contra uma escola na localidade de Dapchi, no passado mês de fevereiro, resultou no rapto de 110 raparigas, sendo que cinco foram assassinadas, apesar de a maioria ter sido libertada um mês depois.

“Estes ataques constantes contra crianças que se encontram nas escolas são inadmissíveis. As crianças têm direito à educação e a serem protegidas. Os locais de estudo devem ser seguros”, sublinhou Fall.

Segundo a Unicef, desde o início do conflito iniciado pelo grupo Boko Haram, há quase nove anos no noroeste do país, pelo menos 2.295 professores foram assassinados e mais de 1.400 escolas foram destruídas, sendo que a maioria das instalações não voltaram a ser reabertas.

Boko Haram, que na língua local significa “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana na zona norte e predominantemente cristão nas regiões do sul.

Desde 2009 que o grupo radical islâmico causou dezenas de milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados internos.

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