1. Documentos revelam que vários países estão a boicotar as indicações da ONU sobre o risco de extração de combustíveis fósseis até 2030

Uma série de documentos analisados pela BBC mostram como alguns países estão a tentar mudar uma parte vital de um relatório da ONU, que visa combater a mudança climática. 

A Arábia Saudita, o Japão e a Austrália são alguns dos países que argumentaram que não há necessidade de abandonar os combustíveis fósseis tão rapidamente quanto a ONU recomenda. 

O mesmo artigo também mostra que algumas nações ricas estão a questionar os pagamentos mais aos estados mais pobres para migrar para tecnologias mais verdes, colocando em causa a ajuda climática prometida a esses mesmos países. 

Para ler na íntegra em BBC

BRUA natural gas pipeline project, inauguration of compression facility at Podisor

2. Quebec proíbe a exploração de combustível fóssil 

O primeiro-ministro do Quebec, François Legault, anunciou esta semana que a província canadiana que representa deixará de extrair petróleo e gás - uma iniciativa bastante bem-vinda por ambientalistas. 

O Quebec, que enfrentou oposição pública aos projetos de extração de combustível fóssil, junta-se à Groenlândia, Irlanda e Dinamarca na proibição de futuras explorações.

Esta proibição chega depois de três empresas de petróleos e gás terem processado o governo desta região devido a leis ambientais que as impediam de explorar locais previamente aprovados.

A cidade não é conhecida pela extração de combustíveis fósseis, mas tem a segunda maior refinaria de petróleo do país. 

Para ler na íntegra em Canada’s National Observer

Petróleo
créditos: AFP or licensors

3. Planos de produtores de combustíveis fósseis ultrapassam a meta climática de limitar o aumento da temperatura a 1.5ºC

Apesar de os governos terem prometido o contrário, os principais produtores de combustíveis fósseis planeiam extrair o dobro da quantidade de combustíveis fósseis em 2030 do que seria necessário para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1.5ºC, de acordo com um novo relatório do Programa Ambiental da ONU.

O relatório Production Gap analisou 15 grandes produtores de combustíveis fósseis: Austrália, Brasil, Canadá, China, Alemanha, Índia, Indonésia, México, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

Para ler na íntegra em Al Jazeera

4. Uso de carvão nos EUA aumenta pela primeira vez em sete anos

O “combustível fóssil mais sujo” está numa fase de renascimento nos EUA, mas pode inaugurar uma era sombria para o clima, refere a jornalista Dharna Noor.

Até ao final do ano, a produção de carvão no país vai aumentar 22% - o primeiro aumento anual desde 2014, de acordo com novos dados federais.

O uso de carvão está há anos em declínio constante devido ao aumento dos preços, gás natural barato, energias renováveis e também preocupações com o impacto ambiental desta fonte de energia. É de relembrar que, em 2019, quando o custo do gás fóssil caiu para preços recordes, o uso do carvão teve os números mais baixos desde 1964. 

Mas agora, o preço voltou a subir, causando uma crise energética global sentida da Grã-Bretanha à China. Uma vez que o preço do carvão está comparativamente estável, várias pessoas estão a optar pelo mesmo.

Para ler na íntegra em Gizmodo

Greve Climática Estudantil defende que
créditos: 24

Por cá: ​​"Fridays for Future". Estudantes voltam a sair à rua em mais uma greve climática

O movimento ambientalista 'Fridays for Future' convocou para hoje mais uma nova greve climática estudantil com cerca de 1.500 ações em vários pontos do mundo, incluindo protestos em nove localidades portuguesas.

Entre as medidas reclamadas, o ‘Fridays for Future’ quer manter o aumento da temperatura global 1,5°C abaixo dos níveis pré-industriais, assegurar a justiça e equidade climáticas e ouvir a ciência.

A organização que promove os protestos em Portugal, a Greve Climática Estudantil, culpa o “sistema sociopolítico atual, de exploração e opressão e baseado no mito de que é possível ter um crescimento económico infinito num planeta com recursos finitos”.

Em comunicado, o movimento defende que “não basta cortar emissões, é necessária uma abordagem sistémica e aos valores sociais contemporâneos, sendo necessário que esta crise seja tratada como um eixo central na política”.

Para ler na íntegra em SAPO24

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