“A condenável postura subserviente aos interesses dos EUA assumida pelo Governo português torna-o, não só cúmplice, como ativo promotor, da manobra golpista em curso contra o legítimo Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro e o regime constitucional venezuelano”, referiu em comunicado o CPPC, presidido por Ilda Figueiredo, ex-eurodeputada e antiga candidata da CDU à Câmara do Porto.

“Inaceitavelmente, o Governo português optou pelo lado do agressor, da ingerência e da ilegalidade, contra o povo venezuelano, a soberania, a paz e o direito internacional”, frisou o Conselho Português para a Paz.

Para o CPPC, existe uma “manobra golpista dos Estados Unidos”, liderados por Donald Trump, e que conta com o apoio do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, do Grupo de Lima, da União Europeia e de Portugal.

“Os EUA e seus subordinados tentam, através da asfixia da economia da Venezuela e do agravamento das condições de vida do seu povo, quebrar a sua resistência e reimpor o seu domínio sobre os riquíssimos recursos naturais daquele país – a Venezuela possui, entre outras riquezas, as maiores reservas confirmadas de petróleo a nível mundial”, salientou.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Portugal e outros 18 países da União Europeia assinaram hoje uma declaração conjunta de reconhecimento a Juan Guaidó, presidente da Assembleia nacional, como “presidente interino da Venezuela” com o objetivo de convocar “eleições presidenciais livres, justas e democráticas”.

Outros países fizeram esse reconhecimento individualmente, à falta de uma declaração comum da União Europeia. A Itália recusou, segundo fontes diplomáticas, dar o seu aval ao esboço de um texto comum, e a Grécia também expressou reservas.

Na Venezuela, antiga colónia espanhola, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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