Milhares de veteranos que combateram no Iraque e no Afeganistão assinaram petições contra a medida do Presidente Donald Trump e muitos dizem sentir-se traídos pela ordem executiva assinada na sexta-feira, que também suspende a admissão de refugiados para os Estados Unidos durante 120 dias e todos os refugiados sírios por um período indefinido.

Os combatentes consideram esta questão pessoal já que lembram que deram a sua palavra às pessoas que ajudaram as tropas e prometeram que os Estados Unidos as iam proteger e às suas famílias.

“Esta administração acabou de me fazer um mentiroso de uma forma muito significativa, e não estou disposto a aceitar isto”, disse o veterano Michael Breen, que combateu no Iraque e no Afeganistão e é presidente e CEO do Truman National Security Project, um ‘think-tank’ sem fins lucrativos sedeado em Washington.

O Pentágono está a compilar nomes dos iraquianos que apoiaram os Estados Unidos para ajudar a isentá-los da medida.

No entanto, os veteranos consideram que será difícil incluir toda a gente na lista, e alertam que esta proibição envia uma mensagem a soldados iraquianos e a outros insurgentes muçulmanos de que os Estados Unidos não os querem.

“Esta ordem executiva não é apenas uma sentença de morte para iraquianos e afegãos que serviram fielmente as tropas norte-americanas, como parece ser uma sentença de morte para o nosso pessoal que está no Médio Oriente”, disse o antigo capitão do exército, Matt Zeller, que gere a organização não-governamental No One Left Behind, que tenta trazer intérpretes do Iraque e Afeganistão para os Estados Unidos.

“Só estou vivo porque o meu tradutor afegão muçulmano salvou a minha vida ao matar dois combatentes talibãs que estavam prestes a matar-me numa batalha”, disse.

O Afeganistão não está na lista dos sete países, mas a suspensão do programa de refugiados está a afetar os tradutores afegãos que receberam vistos especiais por ajudarem as tropas norte-americanas.

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