Em janeiro deste ano, o Governo da Malásia aprovou uma nova tentativa para encontrar os destroços do voo 370 da Malaysia Airlines que desapareceu no Oceano Índico a 8 de março de 2014. A bordo seguiam 239 pessoas, incluindo o piloto. O Boeing 777 que desapareceu quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim.

Agora, uma investigação conduzida pelo programa australiano 60 Minutos, que reuniu vários especialistas da aviação, sugere que o ato foi deliberado, um ato criminoso por parte do capitão Zaharie Ahmad Shah.

"Ele suicidou-se. Infelizmente estava também a matar toda a gente a bordo, foi deliberado", considerou Larry Pence, especialista em acidentes aéreos.

Simon Hardy, piloto e instrutor, reconstruiu o plano de voo tendo por base um radar militar e concluiu que Zaharie Ahmad Shah sobrevoou a fronteira entre a Malásia e a Tailândia, oscilando entre os dois espaços aéreos, evitando desta forma ser captado pelos radares. "Ele fez isto. Porque sabemos, é um facto, que o exército não intercetou o avião", concluiu.

Hardy descobriu também que o capitão mergulhou a asa do avião sobre Penang, a sua terra natal. O piloto mostrou-se convicto de que Zaharie Ahmad Shah manteve o controlo da aeronave até ao fim.

Outros dois especialistas consultados pelo 60 Minutos Austrália também contrariam o cenário avançado pelo serviço australiano de segurança de transporte de que a aeronave se despenhou sem qualquer controlo.

Para as famílias, com quem a CBS News entrou em contacto, a possibilidade de ter sido um ato deliberado não é nova, mas sem provas não há como as convencer. No mesmo sentido, para a família do capitão Zaharie Ahmad Shah nada está provado até que se encontre o avião.

Até agora foram encontrados mais de duas dezenas de destroços, incluindo em Moçambique.

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