Após uma conversa telefónica com o chanceler alemão, Zelensky sublinhou que a mudança na posição alemã sobre esta matéria também inclui “a luz verde para outros aliados fornecerem armas semelhantes”, já que países como a Polónia precisavam do aval da Alemanha para enviar os Leopard em sua posse.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dimitro Kuleba, reconheceu como estando já formada uma “coligação de tanques”, referindo-se aos diversos países que mostraram disponibilidade para enviar os carros blindados de fabrico alemão.

“Todos aqueles que duvidaram que isso aconteceria, vejam agora: para a Ucrânia e para os seus aliados nada é impossível”, disse Kuleba.

O chefe da diplomacia ucraniana pediu a outros países que “se juntem a esta coligação e entreguem o maior número possível” de Leopard 2.

O ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov, que, tal como Kuleba, aplaudiu a formação de uma “coligação”, também agradeceu o gesto dos aliados.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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