A delegação lusa chegou ao segundo lugar na lista de medalhas de ouro, sendo nona no conjunto de todos os lugares de pódio, o que é um registo que apaga os números históricos de Estocolmo1996 (duas medalhas de ouro), Valência1998 e Viena2002 (três medalhas, mas só uma de ouro).

Auriol Dongmo (peso) e Pedro Pichardo (triplo) confirmaram o favoritismo e Patrícia Mamona (triplo) superou-se, numa delegação de 16 unidades, a grande maioria estreantes, em que também se destacaram o quarto lugar de Francisco Belo (peso) e o quinto de Carlos Nascimento (60 metros).

Na pontuação oficiosa, que atribui pontos de oito a um aos oito primeiros, Portugal somou um recorde de 33 pontos, classificando-se em 11.º lugar. A Grã-Bretanha foi a mais pontuada, com 112,5 pontos, seguida de Polónia (90) e Holanda (75,5).

O melhor, até agora, tinham sido os 30 pontos, e 11.º lugar também, na edição que se disputou em Valência, em 1998.

Pichardo e Dongmo chegaram a Torun como líderes europeus do ano e não tiveram rivais, com apuramento fácil nas qualificações e finais sem sobressaltos. Foram os primeiros títulos continentais para os experientes atletas, nascidos em Cuba e Camarões, respetivamente.

Quanto a Mamona, a situação foi bem diferente. Esteve parada por doença, atrasou-se no processo de treino e chegou como terceira do 'ranking' continental — mas em subida de forma.

Superou-se e arrecadou o ouro, por um centímetro apenas, mas com recorde nacional, a ganhar novo alento em ano olímpico.

Recorde nacional também para Francisco Belo, a repetir o quarto lugar obtido há dois anos, enquanto Nascimento se tornou o segundo luso a atingir uma final de 60 metros, depois de Francis Obikwelu.

Nascimento bateu o recorde pessoal, tal como Samuel Barata (3.000 metros) e Mariana Machado (3.000 metros), e Rosalina Santos passou uma ronda dos 60 metros.

Fica ainda a imagem da emocionada homenagem de Barata ao seu treinador Pedro Rocha, que morreu no ano passado.

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