No arranque da segunda jornada da fase de grupos, jogou-se para os grupos A e B e o destaque é feito pela negativa, com a segunda derrota do Qatar, 3-1 ante o Senegal, a ditar a eliminação da equipa da casa bem 'cedo' na prova. Aliás, nunca tinha acontecido uma eliminação do anfitrião à segunda jornada.

Equador, Países Baixos e Senegal ainda lutam pelas duas vagas do Grupo A, enquanto, no Grupo B, tudo está ainda em aberto, com as quatro seleções na corrida para os oitavos de final.

O Irão, que vinha de uma pesada goleada (6-2 ante a Inglaterra) reentra na corrida, ao vencer o País de Gales, por 2-0, o que dá outra 'alma' para o jogo contra os Estados Unidos, que somaram segundo empate, com o 'nulo' frente à Inglaterra.

Os ingleses são os que estão melhor, já que só não se apurarão se perderem por quatro ou mais golos de diferença com os 'vizinhos' do País de Gales.

Hoje, também ficou a saber-se que a lesão de Neymar é um pouco preocupante e que o departamento médico do Brasil já o descartou para o próximo jogo do 'escrete', contra a Suíça. Danilo também está de fora, obrigando Tite a optar pelos elementos de recurso e eventualmente a mudar o esquema tático, que tão bem funcionou frente à Sérvia.

Neymar, nas redes sociais, lamenta a entorse sofrida, mas mostra-se bem disposto, ainda assim, e esperançoso em disputar a terceira jornada.

O Irão, de Carlos Queiroz, só precisa a partir de agora de uma vitória sobre os Estados Unidos para garantir pela primeira vez a passagem à segunda fase. Ou nem isso, já que o empate chega, se a Inglaterra 'ajudar' contra os galeses.

Desta vez, Mehdi Taremi não marcou, mas esteve no momento chave da partida, que foi a expulsão do guarda-redes galês, aos 86 minutos, por carga sobre o avançado do FC Porto. Wayne Hennessey tornou-se dessa forma o primeiro jogador expulso neste Mundial.

Já com um golo anulado e dois remates 'aos ferros', o Irão deu tudo por tudo e nos descontos chegou aos golos, para uma vitória mais que justa.

Ao contrário do primeiro jogo, os jogadores do Irão cantaram o hino e deixaram para trás qualquer postura polémica. O mesmo não se passou com os adeptos, nas bancadas, onde continuam a aparecer imagens de Masha Amini, cuja morte espoletou a onda de revolta no país, ou camisolas com o número 22, idade da jovem falecida. Ou ainda com as emblemáticas inscrições 'mulheres, vida, liberdade'.

Quanto ao empate entre ingleses e norte-americanos, foi um jogo de qualidade acima da média, que deixa os ingleses muito perto do objetivo, ainda 'à boleia' da goleada sobre o Irão.

Os norte-americanos, que voltaram a fazer um jogo de bom acerto, terão mesmo de ganhar, para não irem para casa já para a próxima semana.

A Inglaterra lidera o Grupo B, com quatro pontos, o Irão é segundo, com três, os Estados Unidos terceiros, com dois, e o País de Gales quarto, com um.

No grupo A, Equador e Países Baixos equivaleram-se, com 1-1 no final, e chegam aos quatro pontos. Já o Senegal, reentra na corrida, com a vitória sobre o Qatar, pois fica com três pontos.

O capitão equatoriano, Enner Valencia, marcou o seu terceiro golo neste torneio e isola-se na lista de marcadores. Viria a sair de campo em maca, deixando um 'manto' de dúvida para a recuperação a tempo de defrontar o Senegal, no que será certamente um jogo de eliminação direta.

Isto porque ninguém acredita que os Países Baixos façam contra o Qatar pior do que fizeram Equador e Senegal. Sem a força de anos anteriores, os Países Baixos são o mais forte competidor no grupo.

Para a história, fica o primeiro golo do Qatar em Mundiais: foi de Mohamad Muntari.

Muito pouco para quem preparou a equipa com atenção aos mínimos pormenores e aparecia com a 'marca' de campeão asiático em 2019.

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