Em comunicado, o organismo enumera as agressões verificadas em jogos da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Aveiro e das Associações de Futebol de Setúbal e Aveiro e solidariza-se com os árbitros envolvidos: Leonardo Marques e o Rui Coelho, Ricardo Lourenço e Sílvio Luz.

A APAF lamenta que o comunicado que emitiu em 23 de novembro “chamando a atenção de que a serenidade, o respeito e a segurança são condições essenciais para que os árbitros entrem em campo” não tenha tido, até ao momento, “o melhor acolhimento”.

No comunicado de hoje, a APAF considera que “todo o ruído criado semanalmente, em conjunto com condenáveis incidentes, nada beneficia o trabalho e preparação necessários para que os árbitros possam dar o seu melhor cada vez que entram em campo”.

De acordo com a APAF, os árbitros Leonardo Marques e Rui Coelho “foram brutalmente agredidos” quando se dirigiam para o balneário ao intervalo do jogo entre o Beira-Mar e o União de Lamas, da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Aveiro.

No encontro entre o Casaínhos e o União das Mercês, da Associação de Futebol de Lisboa, Ricardo Lourenço “foi agredido ao minuto 19 por um jogador da equipa das Mercês”.

No final do jogo de futebol de 7 (Escalão Benjamins) que opunha a Academia de Corroios ao Amora, da Associação de Futebol de Setúbal, o árbitro Sílvio Luz foi agredido.

A APAF acrescenta que “o futebol em Portugal não é apenas aquele que (…) se joga profissionalmente semana após semana” e que existe um outro “que igualmente move paixões e onde semanalmente situações como as que aconteceram este fim de semana, cada vez mais, afetam aqueles que por mera paixão à arbitragem teimam em entrar em campo”.

Em 23 de novembro, a APAF exigiu que no prazo de 20 dias fossem realizadas reuniões com o presidente e direção da liga de futebol no sentido de ser criado "um corpo regulamentar que reforce a punição de quem não cumpre as normas éticas e disciplinares a que estão obrigados todos os agentes, tal como sucede, por exemplo, na UEFA".

Os árbitros entregaram pedidos de dispensa aos jogos, cumprindo o prazo regulamentar de 20 dias, e tencionam efetivá-los caso não se verifiquem vários pressupostos, entre os quais "total ausência de insinuações da parte de clubes e agentes desportivos que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros".

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