Num parecer redigido pelo jurista Peter Fischer, com 120 páginas, é defendido que, em termos de jurisprudência, o conceito de desporto implica um esforço físico ao corpo humano, pelo que os jogos de consola não cabem neste conceito e “não são desportos no sentido do direito vigente”.

Caso tivessem obtido a ‘luz verde’ da DOSB para o reconhecimento enquanto desportos, os eSports passariam a contar com benefícios fiscais, e essa era uma vantagem perseguida pelos seus representantes, tal como uma possível perspetiva olímpica para os mesmos.

A posição defendida por Fischer vai ao encontro do entendimento prévio da DOSB face aos eSports que, porém, considerava que devia haver uma distinção entre os simuladores eletrónicos de desportos, como é o caso do FIFA (futebol), e os chamados eGames (como o popular Fortnite), mas o parecer hoje divulgado realça que essa separação não é sustentável do ponto de vista jurídico.

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